quinta-feira, 31 de maio de 2012

Logística – Um Caminho Produtivo


A logística se mostra presente na maioria das atividades cotidianas de qualquer empresa, nosso objetivo é abordar sua importância no auxílio da gestão de custos.

A logística é um conceito que teve início durante guerras na antiguidade onde militares precisavam administrar o deslocamento de tropas e mantimentos.
Atualmente tem recebido grande destaque em células produtivas, pois se aplica na melhoria de métodos em busca da eficiência e maximização da produção, como lembram Ferraz Neto e Kuehne Júnior, pode-se definir logística como sendo a junção de quatro atividades básicas: as de aquisição, movimentação, armazenem e entrega de produtos. Ou seja, se apresentam nas principais atividades de produção.
Logística
A logística é um conjunto de atividades que visam administrar os materiais da empresa, segundo BALLOU (1993), tal atividade concentra-se em dispor o material certo, no local de operação certo, no tempo certo e nas condições desejadas, ao mesmo tempo em que fornece a maior contribuição à empresa, sendo economicamente eficaz.
Os materiais utilizados na indústria para realização das atividades produtivas devem ser geridos de modo que possam eliminar os desperdícios que afetam o custo unitário do produto.
Se o custo unitário de venda aumenta, ocasionado pela má administração de materiais, podemos verificar uma queda do poder de mercado, sendo que se perde público para os concorrentes pelo aumento dos preços. Se o custo unitário de produção aumenta e o preço continua o mesmo, poderíamos observar uma queda nos lucros da empresa, uma vez que a venda do produto deve cobrir os custos produtivos. A demanda se manteria estável apenas se o aumento do preço de venda estivesse agregado à diferenciação do produto, o que justificaria os lucros extraordinários.
"A logística diz respeito à criação de valor – valor para clientes e fornecedores de empresa e valor para os acionistas de empresa." (BALLOU, 1993, p.25).
As empresas são criadas para maximizar o retorno dos investidores, por isso busca pelo custo mínimo, quanto menor o custo, maior o lucro e maior torna-se o retorno sob o investimento.
Em busca do custo mínimo, é importante considerar também os custos com o armazenamento de materiais, adotando assim, sistemas como o Kanban para indicar as necessidades no fluxo de produção. Diminuindo o acúmulo de materiais e perdas por vencimento ou obsolescência.
Os Kanban e os sistemas Kanban realmente têm uma grande importância: estabelecem o número de Kanban para regular o fluxo de itens globais, mantêm o estoque a um mínimo e proporcionam controle visual, a fim de executar essas funções com precisão. (SHINGO,1996, p. 223).
O fluxo de produção deve ser coerente com as necessidades das fábricas. Prover o material certo, no momento certo, evitando imprevistos que geram gastos maiores.
A logística tornou-se uma estratégia com grande potencial para aumentar o poder competitivo quando empresas concorrentes são pouco distintas entre si, segundo DORNIER (2000), a concorrência incentiva as companhias a alterar suas cadeias logísticas de suprimentos de forma contínua, sendo que a gestão logística pode ser o meio de diferenciação para uma empresa em particular.
Assim, é possível afirmar a importância da capacidade de fornecer um produto para um cliente no momento em que a necessidade de consumo for estabelecida. Se uma empresa não possui os meios de fornecer o produto solicitado pela demanda, ela irá perder mercado para sua concorrente. A busca pela eficiência produtiva com o auxílio de conceitos logísticos consegue alinhar as decisões administrativas e aplica-las no chão de fábrica, podendo assim alcançar a eficiência produtiva e capacidade de expandir mercados.

Greve paralisa operações no Porto de Santos


Implantação da escala eletrônica, que obriga os estivadores a um descanso obrigatório de 11 horas, provoca reação dos trabalhadores.

O Estado de S.Paulo

Uma greve de cerca de 7 mil estivadores do Porto de Santos, o maior do Brasil, paralisa as operações de embarque e desembarque em 20 dos 29 navios atracados. A paralisação começou às 13h de terça-feira, quando entrou em vigor a exigência de escala eletrônica dos operadores que trabalham a bordo dos navios.

A greve não afeta a movimentação de produtos líquidos, cujo transporte para o navio ocorre por dutos. No entanto, operações que exigem a participação de trabalhadores, como o transporte de contêineres, estão em sua maioria paralisadas.

Cinco dos navios atracados são de granéis líquidos, em berços cujas operações estão ocorrendo normalmente. Estão sendo embarcados também um navio com açúcar a granel, um com celulose, um de soja e um com contêineres, segundo a assessoria de imprensa da administração portuária, que não tinha informação sobre como está a movimentação nesse último caso.

A greve ocorre por causa de uma discussão em torno da implantação da escala eletrônica, em cumprimento a uma determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2.ª Região, após pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT). Ela altera a dupla jornada e obriga os portuários a descansar pelo menos 11 horas seguidas entre um trabalho e outro. "O duro é que os avulsos e seus líderes não gostam da ideia e prometem lutar pela manutenção do quadro atual", informa o site da Codesp.

A briga não vem de hoje. Desde 2006 o MPT vem tentando melhorar a distribuição de serviços no porto e, para isso, assinou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo). Ocorre que o TAC nunca entrou em vigor efetivamente. Em janeiro deste ano, o MPT e o Ogmo tentaram fazer o TAC valer, mas os portuários pararam de trabalhar por uma tarde e deixaram mais de 20 embarcações paradas sem operação. O Sindicato dos Estivadores conseguiu uma liminar e o TAC ficou suspenso até a semana retrasada, quando voltou a valer novamente.

Atrasos. Operações com café e açúcar ensacado, que é transportado em contêiner, estão sendo afetadas. O volume de açúcar ensacado movimentado no porto é relativamente bem menor do que o de açúcar a granel, que responde pela grande maioria das operações do principal canal para escoamento da commodity do Brasil. O País é o maior exportador global de café e açúcar.

Ontem, não havia um representante do Ogmo disponível para comentar o assunto. Uma nota no site da entidade, de 23 de maio, afirma que o Ogmo procederá o ajustamento da determinação do TRT, a pedido do MPT.

A exigência do Ministério Público, embora possa ser salutar para o trabalhador, deve pesar em seu bolso, uma vez que trabalhará menos, na avaliação de um consultor que atua no porto.

Segundo o jornal A Tribuna, de Santos, a greve não tem prazo para acabar. De acordo com a assessoria do porto, embora as operações com contêineres sejam as mais prejudicadas, o embarque de commodities, como soja, milho e açúcar, também pode ser afetado em algum momento.

Isso porque, ao final do embarque, é necessário um trabalhador para nivelar a carga embarcada. A maior parte do processo de embarque de granéis é automatizado, com esteiras e carregadores mecânicos. / FRANCISCO CARLOS DE ASSIS E REUTERS
 
Por O Estado de São Paulo - SP

terça-feira, 29 de maio de 2012

O avanço do Brasil no setor

Embora três dos seis estaleiros com que a Transpetro mantém contratos sejam virtuais (construídos de modo simultâneo às embarcações encomendadas), o presidente da subsidiária, Sérgio Machado, previu que "em dois ou três anos" o Brasil deverá ocupar a terceira colocação no ranking internacional da indústria naval, superando o Japão em quantidade de encomendas.

O Brasil aparece hoje na quarta posição. O Japão é o terceiro. Antes da crise da construção naval, na década de 90 do século passado, o País chegou a ser o segundo do setor em todo o mundo.

Para Machado, até 2022 o Brasil será reconhecido internacionalmente como um dos principais "players" da construção naval, nos níveis da Coreia. Ele lembrou que o país asiático levou 30 anos para chegar à atual posição. O Brasil chegará em menos tempo, talvez metade disso, assegurou.
 
Por O Estado de São Paulo - SP

Movimento Pró-Logística debate em Sinop conclusão da BR-163


A reunião faz parte do Estradeiro organizado pela entidade e que, nesta semana, vai percorrer a BR-163 de Mato Grosso até Santarém, no Pará. De acordo com o presidente da Aprosoja e do Movimento Pró-Logística, Carlos Fávaro, esta é uma oportunidade de fazer uma prestação de contas para a sociedade a respeito dos trabalhos do movimento e também unir forças para conseguir viabilizar os pleitos de infraestrutura e logística para o estado.

“O Movimento Pró-logística não tem dinheiro para construir obras, mas nosso papel é mobilizar a sociedade em prol desses benefícios. Esses seminários servem para prestar contas do que estamos articulando para que a obras saiam do papel”, explicou.

Para o produtor rural de Sinop, Adelmo Zuanazzi, a principal dificuldade enfrentada pelos agricultores é a distância de Mato Grosso das vias de escoamento e as péssimas condições de trafegabilidade destas vias. “A BR-163 é um sonho de 25 anos, que se concretiza a passos muito lentos. Precisamos acabar com a burocracia e investir também em ferrovias e hidrovias”, afirmou.

E é realmente esta burocracia que dificulta a efetiva conclusão das obras, segundo o consultor em logística e ex-superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Luiz Antôno Pagot, que acompanha a comitiva do Estradeiro. “O entrave hoje é burocrático, temos que conversar com o ministério dos Transportes e com o Dnit para saber de que maneira podemos solucionar os problemas, que vão desde morosidade por parte das empreiteiras até ajustes nos projetos. Há ainda as questões ambientais a serem resolvidas, como, por exemplo, a burocracia e lentidão para liberar as licenças ambientais. Só assim as obras vão andar”, afirmou Pagot.

Fávaro exemplificou como o Movimento Pró-logística pode ajudar a agilizar as obras necessárias para Mato Grosso: “No ano passado tínhamos R$ 200 milhões para serem empenhados para fazer pagamentos de trechos de rodovia que já haviam sido feitos. O governo estava numa ‘operação-tartaruga’, paralisando as obras e deixando as empreiteiras em uma má situação. O movimento se mobilizou, reunimos prefeitos, deputados e senadores para falar com o governo e a situação se normalizou”.

Estradeiro - Os Estradeiros da Aprosoja têm o objetivo de avaliar a qualidade das principais vias de escoamento da produção de soja e milho do estado. No Estradeiro da BR-163 a comitiva da Aprosoja viaja até Santarém, no Pará. A comitiva saiu de Cuiabá na segunda (28) e a previsão é encerrar a viagem na próxima quinta, dia 31 de maio.

FONTE: EXPRESSO MT

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Noma participa do M&T Expo focando novos nichos


Fabricante apresenta Tanque Isotérmico para aplicação de asfalto -
Carreta possui aquecedor interno para não deixar asfalto endurecer.
Interessada em expandir seu mercado de atuação para diferentes nichos, a Noma, fabricante de implementos, participará, pela primeira vez, da M&T Expo 2012 – Feira Internacional de Equipamentos para Construção e Mineração. Durante o evento, a empresa mostrará alguns especiais além de diversos outros produtos da nova linha Fênix, como a carreta Carrega-Tudo, voltada para o transporte de grandes máquinas usadas em obras de infraestrutura.

Um dos destaques do estande da fabricante é o Tanque Isotérmico, desenvolvido para o transporte de asfalto em estado líquido, utilizado na construção de malhas rodoviárias. O equipamento foi produzido, exclusivamente, para este fim, possuindo, assim, um aquecedor interno que mantém a temperatura até 200º C a fim de evitar que o asfalto endureça, o que causaria a perda da carga e da carreta já que não há como retirá-lo enrijecido do tanque.
De acordo com a empresa, um dos trunfos do equipamento é o revestimento feito com uma lã especial, que consegue manter a temperatura constante e isolada. Esta tecnologia já é utilizada em equipamentos na Europa, por exemplo. Outro diferencial é a capacidade e a suspensão pneumática que garante a distribuição da carga entre os eixos.
“Este é um produto premium desenvolvido para que possamos nos tornar competitivos em um cenário promissor, repleto de obras de infraestrutura como o PAC, Copa do Mundo e Olimpíada”, revela Luiz Mesquita, diretor comercial da Noma.
FONTE: WEBTRANSPO

Longen apresenta projeto de logística ao secretário nacional de transporte


O presidente da Fiems reuniu-se com Marcelo Perrupato durante a Expo-MS Industrial 2012

Durante reunião nesta sexta-feira (25/05) na Expo-MS Industrial 2012, realizada no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande (MS), o presidente da Fiems, Sérgio Longen, apresentou ao secretário nacional de política de transporte do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato, o Projeto Centro-Oeste Competitivo, lançado na feira da indústria e que consiste na elaboração do planejamento estratégico de infraestrutura de transporte e logística de cargas dos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Groso, Goiás e Distrito Federal.

Na oportunidade, Sérgio Longen explicou a Marcelo Perrupato que a Fiems, com apoio da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e CNA (Confederação Nacional da Agricultura), contratou a empresa Macrologística para a elaboração do Projeto. “A intenção é que, até 2013, já tenhamos mapeado em todo o País as oportunidades de parcerias público-privadas (PPPs) na questão de logística de transporte. Hoje, temos diversos gargalos nesse ponto e que podem ser minimizados e até solucionados com as PPPs”, pontuou.

Já o secretário nacional de política de transporte do Ministério dos Transportes declarou que o Projeto Centro-Oeste Competitivo encomendado pela Fiems será analisado pela sua equipe e dentro de 60 dias deve retornar a Mato Grosso do Sul para apresentar o resultado. “No entanto, já foi possível perceber que uma boa parte dos investimentos sugeridos faz parte da carteira do PNLT (Plano Nacional de Logística e Transporte), que, por sua vez, já orientou o PPA (Plano Plurianual de Investimentos)”, acrescentou, ressaltando que, desde que foi instituído, o PNLT obteve o apoio das Federações das Indústrias.

Crescimento

Marcelo Perrupato reforça que vem acompanhando o desenvolvimento de todas as regiões brasileiras e ficou muito claro que o Centro-Oeste está crescendo fortemente em termos de produção, exigindo uma reestruturação de toda a logística de transporte do País para gerar alternativa de escoamento pelo o Norte, que é muito mais próximo dos Estados Unidos e dos países europeus, que são os grandes consumidores da nossa produção. 

“Além disso, por meio do Canal do Panamá, também poderemos chegar ao mercado asiático, que tem sido o grande propulsor da alta demanda que o Brasil está experimentando, principalmente, na soja e mineração. Ou seja, parte do crescimento econômico do Brasil está justificada pelo enorme esforço de crescimento que essa região está apresentando. Lamentavelmente, não temos uma infraestrutura logística capaz de aumentar a competitividade da produção dessa região”, analisou o secretário.

O Plano

O administrador de empresas e biólogo Olivier Roger Sylvain Girard, da Macrologística, explica que um dos pontos mais importantes que permeiam o Projeto Centro-Oeste Competitivo é identificar e selecionar os sistemas de logística de menor custo, de forma a transformar a região mais competitiva. “O estudo é minucioso, são dados e informações de diversas origens para avaliarmos os portos, rodovias e ferrovias”, informou, acrescentando que o mesmo estudo já foi feito ou está em elaboração nas demais regiões do País.

O diretor-corporativo da Fiems, Jaime Verruck, ressalta que um dos problemas da indústria é a falta de competitividade na área de logística. “Esta iniciativa é a forma de mostrarmos a nossa preocupação em impulsionarmos a competitividade na indústria do Estado. Agora é o momento de melhorarmos de forma substancial esta situação”, pontuou.

O deputado federal Edson Giroto pontua que o Brasil hoje depende do planejamento para poder direcionar os seus investimentos. “Quando estava no Estado, criamos esse projeto de logística de transporte e o presidente da Fiems obteve recursos junto à CNI para desenvolver esse estudo no Centro-Oeste. Essa iniciativa é muito importante para o nosso desenvolvimento”, garantiu.

FONTE: PANTANAL NEWS

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Estados afetados por fim da guerra dos portos poderão pegar até R$ 7,5 bilhões do BNDES

Brasília – Os estados afetados pelo fim da guerra dos portos terão direito a pegar até R$ 7,5 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar obras de infraestrutura e investimento produtivo. O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a criação da linha de crédito, que vigorará até 2016.

De acordo com o assessor econômico do Tesouro Nacional Mathias Lenz, a medida tem como objetivo ajudar os estados que perderem receita com a unificação, em 4%, da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) interestadual cobrado sobre mercadorias importadas. O fim da guerra dos portos foi aprovado pelo Senado no fim de abril, e a linha de crédito faz parte do acordo para compensar os estados atingidos: Santa Catarina, Espírito Santo e Goiás.

As condições do financiamento, como juros, carência e prazo de pagamento, serão regulamentadas posteriormente pelo Conselho Monetário Nacional. Para terem direito ao crédito, no entanto, os estados terão de apresentar estudos ao BNDES sobre como pretendem aplicar os recursos.

O ICMS interestadual é cobrado quando uma mercadoria é transportada de um estado para outro. Anteriormente, a alíquota era de 7% ou 12% dependendo do estado por onde a mercadoria entrou no país. Alguns estados ofereciam desconto no imposto ou financiavam o tributo pago para estimular a movimentação de bens nos portos e aeroportos locais, pratica que foi coibida com a unificação da alíquota em 4%.

Fonte: Agência Brasil/Wellton Máximo