quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Práticos rebatem armadores e acirram debate sobre custos


Os práticos, profissionais habilitados pela Marinha que assessoram os comandantes na entrada e saída dos portos, abriram fogo contra armadores. Eles dizem que a tese de que o governo quer flexibilizar a formação profissional para baixar os preços do serviço é falsa e está sendo plantada por algumas empresas. "O governo federal sempre mostrou zelo com a segurança da navegação, da vida humana no mar, das instalações portuários e do meio ambiente. Quando se fala que a união considera isso a gente entende que é a união dos armadores internacionais, não a União Federal", diz o assessor-executivo da diretoria Praticagem de Santos, Marcos Matusevicius.

Os armadores são obrigados por lei a contratar o serviço de praticagem, que é regulado pela Marinha e não tem concorrência. Os valores são negociados entre as partes. Quando não há acordo, a Marinha fixa os preços, por meio da Diretoria de Portos e Costas (DPC). A DPC tem doze processos concluídos; dois encerrados (houve conciliação); três interrompidos; e um recém-iniciado. Mesmo sem pagamento, o prático não pode deixar de atender o navio.

Nos últimos anos, os armadores passaram a reclamar do que consideram altos custos do serviço. Os práticos, por sua vez, dizem que os preços são compatíveis com os internacionais. Não há consenso no governo sobre isso e Brasília estuda incluir no pacote portuário a criação de uma comissão interministerial para estudar o tema.

"Se essa discussão começar por uma tábula rasa, sem preconceito, vamos conversar. Agora, como vou dizer se é caro ou barato se eu não comparo com ninguém?", diz o presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), Ricardo Falcão.

Para ele, o intuito dos armadores não é repassar as reduções de custo aos exportadores e importadores, mas ampliar as margens de lucro - do que resultaria vazia a versão de que, diminuindo os preços das manobras nos portos, cairia o frete marítimo e, consequentemente, o custo Brasil, como quer o governo. Procuradas, as associações das empresas de navegação não se manifestaram.

Nos últimos anos, companhias de navegação de longo curso e de cabotagem levaram o pleito de redução à Brasília, comparando números com os de portos internacionais. A antiga gestão da Secretaria de Portos (SEP), então sob o comando do ex-ministro Pedro Brito, encampou a versão das empresas. Dizia que, por ser um serviço compulsório, o poder de barganha dos práticos era maior que o dos armadores nas negociações. O estudo foi desqualificado pelos práticos que apresentaram outra pesquisa.

Em 2010, a SEP elaborou uma minuta de decreto que criava a comissão nacional para assuntos de praticagem. O objetivo era "propor metodologia de formação de preços em cada zona de praticagem e medidas para o aperfeiçoamento da regulação e regulamentação do serviço". O governo, contudo, não baixou o decreto. Dessa vez, pretende esmiuçar o assunto. "Se a conclusão é que está caro, então o governo deve tomar medidas para baixar. Mas isso é conclusão, não pode ser premissa", diz Falcão.

Segundo ele, na média, quase todos os portos do Brasil "estão custando de US$ 1.500 a US$ 1.700 para navio que chega a ter 8 mil contêineres". À exceção da Bacia Amazônica, que prevê mais de um dia de operação e dois práticos a bordo. Os números oscilam conforme as variáveis (tipo e tamanho do navio, distância a ser percorrida, complexidade da manobra), o que dificulta uma visão uniforme dos valores nas diferentes zonas de praticagem e turva a discussão.

Em Santos, por exemplo, foram acordados valores por manobra entre R$ 5 mil a R$ 20 mil, disse a Marinha em nota. A partir de uma certa arqueação bruta do navio (normalmente 60 mil toneladas), há um acréscimo por tonelada. A praticagem de Santos faz, em média, 35 manobras por dia.

O Valor consultou algumas das últimas portarias publicadas pela DPC e verificou uma ampla gama de números em diferentes zonas de praticagem. No porto do Rio uma manobra vai de R$ 4,3 mil a R$ 19,3 mil. Tais valores são aplicados apenas a um grupo de armadores que não têm acordo com a Praticagem do Rio desde 2010 e que representam 8% do movimento total da zona de praticagem do Estado, diz o Conapra.

"Não é possível gastar com prático mais do que se gasta com rebocadores. Às vezes três rebocadores custam menos do que um prático. E o rebocador é uma máquina, com cinco pessoas a bordo", diz uma fonte que pede sigilo.

A Marinha refuta que estude dispensar o serviço de praticagem. Mas destaca que, caso existam comandantes de embarcações brasileiras que cumpram todos os requisitos previstos nas normas do órgão, "a dispensa poderá ser eventualmente analisada". A possibilidade já existe, mas não tem sido utilizada.

Fonte: Valor Econômico

Rumo mira pacote de licitações portuárias


Empresa criada pelo grupo Cosan para movimentar commodities agrícolas por ferrovia, com destaque para açúcar, a Rumo Logística tem interesse em expandir sua atuação no setor portuário. O alvo da empresa é o pacote de investimentos no setor, a ser lançado pelo governo federal até o fim do ano.

O presidente da Rumo, Julio Fontana, diz que a companhia pretende atuar como operadora portuária em terminais de Paranaguá, principal porto do Estado do Paraná, além de fortalecer sua operação no litoral paulista (Santos).

Hoje, a companhia executa investimentos de R$ 60 milhões em uma estrutura no porto de Santos, que permitirá carregar navios de granéis sólidos mesmo sob chuva. No momento, dependendo da condição climática, é preciso parar as operações de carregamento para que a carga não molhe.

A Rumo já tem operação portuária no litoral santista, herdado da Cosan. Até 2014, o terminal receberá investimentos de R$ 90 milhões. As instalações tem plano de chegar a capacidade de embarque anual de 11 milhões de toneladas de açúcar, além de outros granéis.

Além de projetos a serem licitados, Fontana acredita que o novo pacote trará uma série de ações para destravar investimentos no setor. Uma delas, acredita ele e outros executivos do setor, deve flexibilizar a legislação que obriga as empresas a movimentar predominantemente carga própria nos terminais. Poucas empresas conseguem atender a essa norma, dizem executivos.

A Rumo planeja fortalecer também suas operações nas ferrovias. Isso, diz Fontana, independe da conclusão do negócio entre a controladora Cosan e a concessionária de ferrovias América Latina Logística (ALL). O grupo fez oferta de aquisição de 49% do bloco de controle da ferrovia e o negócio está em fase final.

O objetivo da Rumo é se tornar uma operadora ferroviária no novo modelo de concessões elaborado pelo governo federal, por meio do Programa de Investimentos em Logística - lançado em 15 de agosto deste ano. O Planalto pretende atrair R$ 90 bilhões para as ferrovias, em 12 trechos de 10 mil quilômetros ao todo. No novo formato de licitações, uma concessionária será responsável por construir ou reformar uma estrada de ferro. Depois de realizado o investimento, vários operadores poderão utilizar esse trecho (menos quem investiu nos trilhos).

A Rumo pretende transportar commodities agrícolas tradicionais, como soja e trigo, e outras que podem ser classificadas como produtos industriais (dependendo da empresa), como celulose.

Além dos trechos anunciados em agosto, a linha entre Palmas (TO) e Estrela D'Oeste (SP) é um dos que mais atraem a empresa. Caso conquiste o trecho, ela terá o domínio de um dos dois grandes corredores ferroviários que ligam o Centro-Oeste ao litoral do país. E, caso a venda da ALL seja efetivada, a Cosan terá também o outro corredor: de Rondonópolis (MT) ao Estado de São Paulo/Santos.

Fontana adianta ainda que o terminal da companhia em Itirapina (SP), que entrou em operação neste mês, deve receber investimentos - por parte de um cliente - para instalação de uma moagem de fertilizantes com capacidade de produção de 1 milhão de toneladas ao ano. A companhia está quase finalizando o contrato com a empresa investidora - que já tem experiência no ramo, disse o executivo, embora não tenha adiantado fornecido detalhes.

Quando finalizado, o complexo logístico em Itirapina deve se transformar no maior terminal da Rumo. Com 15 mil metros quadrados de área construída, o projeto recebeu investimento de R$ 100 milhões na primeira etapa e prevê outros R$ 150 milhões em expansão. Terá estrutura para receber 11 mil toneladas de carga por dia. Ao todo, o investimento da Rumo será de R$ 1,3 bilhão até 2014. A maior parte dos recursos será em trilhos (R$ 600 milhões) e em material rodante (R$ 400 milhões). (Colaborou Ivo Ribeiro)

Fonte: Valor Econômico/Por Fábio Pupo | De São Paulo

Transpetro lança ao mar o 'Anita Garibaldi'


A Transpetro e o Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), lançaram ao mar nesta terça-feira (27) o navio "Anita Garibaldi", primeiro de uma série de quatro petroleiros do tipo panamax que serão batizados em homenagem a mulheres que ajudaram a construir a História do Brasil. O navio foi transferido ao cais do estaleiro, onde passará por acabamentos finais, antes da entrega à companhia para início das operações.

Com 228 metros de comprimento e capacidade para 650 mil barris, os navios panamax serão usados para o transporte de petróleo e derivados escuros. O "Anita Garibaldi" é a sétima embarcação do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) lançada ao mar.

“Em um tempo em que as mulheres ocupam posições de destaque no cenário brasileiro, como a primeira presidenta do nosso país, Dilma Rousseff, e a primeira presidente da Petrobras, Graça Foster, nada mais justo do que homenagear a garra, a força e a luta das nossas mulheres”, disse, em seu discurso, o diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, que representou a presidente da companhia no evento.

Três navios do programa — "Celso Furtado", "João Cândido" e "Sérgio Buarque de Holanda" — já iniciaram as operações. Outros três navios – "Rômulo Almeida", "José Alencar" e "Zumbi dos Palmares' – estão em fase final de construção. O suezmax "Zumbi dos Palmares" foi lançado ao mar no último dia 23, no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco.

“O lançamento ao mar do navio "Anita Garibaldi" comprova que a indústria naval brasileira saiu definitivamente da inércia. Em menos de uma semana, dois navios construídos por brasileiros foram lançados ao mar para os acabamentos finais. Navios que, em breve, se juntarão à nossa frota para carregar as riquezas deste país”, afirmou o presidente da Transpetro, Sergio Machado.

O "Anita Garibaldi" tem como madrinha Rosa Cristina da Silva Carvalho de Azevedo, técnica de enfermagem e trabalho da Transpetro. Logo após o lançamento da embarcação, o estaleiro Mauá realizou o batimento de quilha do segundo navio da série de quatro panamax encomendados pelo Promef.

Com encomenda de 49 navios e 100 embarcações hidroviárias, o Promef garantiu as bases para o renascimento da indústria naval brasileira. Três novos estaleiros foram viabilizados pelo programa: Estaleiro Atlântico Sul e STX Promar, em Pernambuco, e  Rio Tietê, em São Paulo.

Perfil de Anita Garibaldi (1821 – 1849)
Ana Maria de Jesus Pinheiro nasceu em Santa Catarina, em 1821. Aos 14 anos, casou-se, pela primeira vez, com o sapateiro Manoel Duarte de Aguiar. Com 18 anos, conhece o italiano Giuseppe Garibaldi, à época com 32 anos, durante a Revolução Farroupilha. Anita decide seguir Garibaldi e sobe em seu navio para lutar na guerra. Participou de diversas batalhas, combatendo ao lado de Giuseppe, com quem se casou e teve quatro filhos. Recebeu o título de “Heroína de dois mundos”, por ter participado de batalhas no Brasil e na Itália. Morreu aos 27 anos, em Ravena, na Itália. 

Ficha técnica/navio Anita Garibaldi
Tipo: petroleiro panamax
Porte bruto: 72.900 Toneladas de Porte Bruto (TPB)
Comprimento total: 228 m
Boca: 40 m
Calado:12 m
Altura: 48,3 m
Velocidade: 15 nós
Transporta: petróleo e derivados escuros
Capacidade para transportar 90,2 milhões de litros
Característica: navio "shallow draft" (calado reduzido)

Fonte: http://portosenavios.com.br/site/noticias-do-dia/industria-naval-e-offshore/20022-transpetro-lanca-ao-mar-o-anita-garibaldi

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sobratema participa de Fórum sobre infraestrutura logística do agronegócio


A Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção participará do Fórum “Safra Recorde de Grãos: Os Desafios da Logística em 2013”, promovido pela ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio e pela ABIOVE – Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais, no dia 28 de novembro, em São Paulo.

O evento tem o objetivo de debater os desafios que o Brasil irá enfrentar para movimentar a safra de grãos, em 2013, estimada em 81 milhões toneladas de soja, 73 milhões de toneladas de milho e mais 28 milhões de toneladas de outros grãos. Além disso, tratará de assuntos como os custos operacionais com o transporte rodoviário e a implementação da legislação, que estabelece um novo regime da jornada de trabalho do frotista.

De acordo com Eurimilson Daniel, vice-presidente da Sobratema, o setor do agronegócio terá um grande desafio nos próximos anos. “Ainda existem muitos problemas na área de infraestrutura logística, mas os anúncios recentes de investimentos na área de transportes e a mudança para as concessões nas diversas modalidades podem contribuir para superá-los”, afirma.

Segundo a pesquisa Principais Investimentos em Infraestrutura no Brasil até 2017, da Sobratema, são esperados aportes financeiros públicos e privados da ordem de R$ 397,6 bilhões para ampliar, melhorar e desenvolver as malhas ferroviária e rodoviária e para construção e ampliação de portos e aeroportos.

Realizado em meio a um café da manhã, o Fórum “Safra Recorde de Grãos: Os Desafios da Logística em 2013” contará também com a participação de representantes do governo, dos transportadores e os usuários. O encontro será aberto pelo presidente da Abag, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, e encerrado por Carlo Lovatelli, presidente da Abiove.

Fonte: http://www.sonoticias.com.br/agronoticias/mostra.php?id=56857 

Ferroanel pode acompanhar traçado do Rodoanel


O secretário estadual paulista de Transporte e Logística, Saulo de Castro Filho, afirmou nesta terça-feira que, se o governo federal quiser o ferroanel da cidade de São Paulo com o mesmo traçado do Rodoanel Mário Covas, no trecho norte, é preciso que a construção comece até agosto do ano que vem.

De acordo com ele, passada essa data, a obra do ferroanel vai comprometer o prazo estipulado pelo governo do Estado para concluir o trecho rodoviário, em 2015. "Se for fazer o mesmo traçado, as duas obras têm que caminhar juntas", disse o secretário, no Palácio dos Bandeirantes. "Em agosto, a obra do ferroanel tem que ter máquina na pista, esse é o prazo máximo que eu consigo segurar a obra do Rodoanel", completou.

Castro Filho disse que aproveitar  o traçado do Rodoanel para construir, ao longo da via, a linha de trem pode gerar uma economia de tempo e de R$ 1,5 bilhão na obra ferroviária do governo federal. "Já temos todo o licenciamento ambiental e o traçado. Aproveitar isso seria uma economia de preço e de tempo para o ferroanel, em um local de difícil construção porque passa por trecho de serra, próximo ao Aeroporto Internacional de São Paulo, e pela zona urbana de Guarulhos", afirmou.

As obras do trecho norte do Rodoanel serão iniciadas em janeiro próximo, enquanto o ferroanel ainda aguarda licitação, que, de acordo com o secretário, está prevista para o mesmo mês. "Pelo retorno que tenho tido nas conversas com o governo federal, vai dar tempo das obras da ferrovia começarem até agosto de 2013", afirmou Castro Filho. O trecho norte das obras tem 52 quilômetros de vias e a previsão é de que fiquem prontas no começo de 2015.
Fonte: http://www.dgabc.com.br/News/5996235/ferroanel-pode-acompanhar-tracado-do-rodoanel.aspx

JSL: a aposta do Santander em logística na bolsa


Julio Simões Logística
Líder do setor, as ações da JSL acumulam alta de 39,35% no ano


São Paulo - Na opinião do Santander, a JSL (JSLG3) é a melhor opção do setor delogística. O banco inicia a cobertura das ações da empresa com recomendação da compra e preço-alvo de 16 reais por papel para o final de 2013. No ano, os papéis da JSL acumulam alta de 39,35%, enquanto os da ALL, sua principal concorrente, têm desvalorização de 9,10%.
Segundo os analistas Pedro Balcão Reis, Bruno Amorim e Renan Manda, que assinam o relatório, a preferência se justifica por uma série de vantagens competitivas que a companhia tem sobre seus pares. Além de ser a maior provedora de logística do país e ser a única empresa a oferecer “parada única de compras”, a JSL se destaca por ser a maior compradora de veículos pesados do país – o que dá a ela um bom poder de barganha com as montadoras. 
Eles destacam ainda que a rede de vendas permite que a empresa venda mais de 40% dos veículos leves e quase 100% dos pesados diretamente aos consumidores finais. A empresa tem também forte potencial de vendas cruzadas por conta de sua gama completa de serviços oferecidos. 
O forte crescimento da receita previsto para 2012 e o baixo risco são outros destaques importantes na escolha. Segundo as projeções dos analistas, a receita da divisão de logística pode crescer 16% em 2012 e 18% em 2013. Além disso, o mercado de logística do Brasil é ainda tem pouca penetração, o que significa um forte potencial de crescimento no longo prazo para a empresa. 
O baixo risco se dá por a JSL ser uma empresa diversificada em termos de clientes e setores econômicos e só comprar ativos após assinar contrato de longo prazo com o cliente. 
Fonte: http://exame.abril.com.br/mercados/analises-de-acoes/noticias/jsl-a-aposta-do-santander-em-logistica-na-bolsa

Publicidade Indústria assina termo de compromisso para logística reversa


Da Fiep
Implantação dos planos de gerenciamento de resíduos sólidos está prevista para o primeiro semestre do ano que vem
A inciativa da Fiep em auxiliar a indústria a atender ao edital de chamamento nº 001/2012 da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), que institui no Estado a prática da logística reversa, obteve resultado positivo. O termo de compromisso que estipula uma agenda de adequação do setor à legislação foi assinado por 60 sindicatos empresariais. O prazo para a assinatura terminou dia 23 de novembro. Agora o próximo passo é elaboração de planos de ação setoriais, até o fim do primeiro semestre de 2013, para a implementação gradativa de processos que atendam à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
Mais da metade dos sindicatos filiados à Fiep irão participar do processo de desenvolvimento e implantação da Logística Reversa no Estado. “A grande vantagem para essas indústrias é que elas vão opinar sobre a melhor maneira de cumprir a legislação, não será algo estabelecido por técnicos de fora das indústrias”, avalia Luciano Busato, analista técnico da gerência de Fomento e Desenvolvimento, responsável por conduzir as articulações setoriais.
A obrigatoriedade de logística reversa, ou seja, o caminho inverso do produto após o consumo até o fabricante foi determinada pela Lei 12.305/10, que institui a PNRS, em 2010. A medida prevê a responsabilidade compartilhada – entre fabricante, comerciante e consumidor – pela destinação final ambientalmente responsável dos produtos.
A ideia é que as empresas associadas aos sindicatos que assinaram o termo de compromisso se reúnam para estipular a melhor maneira de gerenciar o resíduo sólido gerado no decorrer da produção. “Os setores vão se reunir e avaliar o que pode ser implementado e o prazo para fazer isso com o apoio da Sema”, afirma Busato. Ele comentou que o bom relacionamento da Fiep com o órgão ambiental foi determinante para estruturar um planejamento que prioriza a capacidade da indústria e cumpri-lo.
A Fiep elaborou a agenda para o ano que vem, juntamente com a Sema e os sindicatos. Conforme informou o assessor da presidência, Irineu Roveda Junior, a entidade vai  auxiliar na metodologia, técnicos e também com o espaço físico durante as reuniões agendadas.
Outra vantagem para as empresas associadas aos sindicatos que se comprometeram com a Sema, além de ter voz ativa no processo, é o respaldo de que já estão fazendo algo para se adequar. “A PNRS já está em vigor desde 2010 e existem atuações de indústrias que não estão de acordo com a lei. Para aquelas que assinaram o termo existe o argumento de que têm o desejo de cumprir as exigências caso sejam questionadas em algum momento”, avalia Busato.

Fonte: http://blogs.odiario.com/pacocacomcebola/2012/11/27/industria-assina-termo-de-compromisso-para-logistica-reversa/