quarta-feira, 18 de julho de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Logística empresarial – conceitos e definições
Para a plena compreensão da logística é necessário não apenas o domínio dos conceitos e práticas, mas também um amplo entendimento de sua evolução histórica e sua correlação com a evolução de todo o gerenciamento industrial. A visão evolução histórica embasa uma visão crítica da situação atual, assim como das tendências logísticas.
Cinco etapas principais na evolução logística são apontadas em estudos recentes por Fleury et al (2000), sendo a primeira chamada “do campo ao mercado”, situada no início do século XX, teve como foco o problema de escoamento da produção agrícola. O marco inicial desta etapa é a publicação por John F. Crowell, em 1901, de um tratado sobre os custos e fatores que afetam a distribuição dos produtos agrícolas. Este foi o primeiro texto a abordar tais assuntos.
A segunda etapa, “funções segmentadas”, ocorreu entre os anos 1940 e 1960 e caracterizava-se pela especialização e ênfase nos desempenhos funcionais. Nesses anos o enfoque logístico era departamental, e os esforços eram todos para melhorar a eficiência dos elos, sem preocupação a integração da cadeia.
A partir de 1960 inicia a terceira etapa, chamada “funções integradas”. O enfoque então era na integração da logística interna, com ênfase no conceito de custo total e no tratamento sistêmico. Nesta época surge a primeira grande associação de profissionais e acadêmicos de logística, o National Council of Physical Distribution Management – NCPDM. O conselho define logística com sendo:
“Logística consiste das atividades associadas à movimentação eficiente de produtos acabados, desde o final da linha de produção até o consumidor, e, em alguns casos, inclui a movimentação de matéria-prima da fonte de suprimentos até o início da linha de produção. Estas atividades incluem o transporte, a armazenagem, o manuseio dos materiais, o empacotamento, o controle de estoques, a escolha da localização de plantas e armazéns, o processamento de ordens, as previsões de ordens e os serviços aos clientes.” (1962).
A quarta etapa, “foco no cliente”, tem inicio a partir de 1980 e enfoca o estudo da produtividade e do custo dos estoques. É desta época a mudança do NCPDM para CLM – Council of Logistical Management. A definição de logística então passou a ser:
“Logística é o processo de planejamento, implementação e controle da eficiência, do custo efetivo do fluxo e estocagem dos materiais, do inventário de materiais em processo de fabricação, das mercadorias acabadas e correspondentes informações, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com a finalidade de ajustar às necessidades do cliente.“ (1986).
Por fim, a última etapa é a “logística como elemento diferenciador”, que corresponde a atualidade. Agora a logística é vista como meio de obter vantagem competitiva. Também se destaca o surgimento do conceito de gerenciamento da cadeia de suprimentos (supply chain management). Na década de 2000 o CLM muda seu nome para Council of Supply Chain Management Professionals – CSCMP e a definição de logística do novo conselho passa a ser:
Gerenciamento Logístico é a parte da gestão da cadeia de suprimentos que planeja, implementa e controla de maneira eficiente e efetiva os fluxos diretos e reversos, a armazenagem de bens, os serviços e informações relacionadas entre o ponto de origem e o ponto de consumo a fim de encontrar os requerimentos dos clientes.
As Aplicações da Tecnologia da Informação na Logística
Conforme é do conhecimento de todos, vive-se a era da liberdade de expressão e dos avanços tecnológicos; a comunicação é instantânea, porém decodificada por grupos de pessoas que a percebem de acordo com sua cultura. O planeta é globalizado, e, a alta tecnologia em conjunto com a internet, fez aumentar também a concorrência, a competição e a disputa entre mercados, de maneira que não se fala mais em barreira intransponível, seja entre pessoas, seja entre mercados, seja entre uns e outros. A tecnologia da informação (T.I.) passou a ser fundamental para o êxito de qualquer organização, pois ela possibilita o alinhamento estratégico dos negócios, trabalhando para assegurar o retorno do investimento em conjunto com a estratégia de sourcin, ou seja, com a logística do negócio, agendamento de compras, suprimento, obtenção, contratação e fornecedores. A T.I. que antes era vista apenas como um suporte administrativo, ocupa hoje uma posição de destaque e estratégia dentro da empresa, constituindo em importante vantagem competitiva, pois além de alicerçar as operações de negócio existentes, proporciona que sejam viabilizadas novas estratégias empresariais. Neste estudo será abordada a integração da logística com a tecnologia da informação. Sendo a informação um dos elementos fundamentais da logística, esta não deve permanecer adstrita (...) “apenas aos aspectos físicos do sistema (veículos, armazéns, etc), mas aos aspectos informacionais e gerenciais, que envolvem o processamento de dados e os processos de controle gerenciais, entre outros” (ALMEIDA). Logística é o processo de planejar, implementar e controlar de maneira eficiente o fluxo e a armazenagem de produtos, bem como os serviços de informação associados, cobrindo desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender aos requisitos do consumidor (ALMEIDA). A T.I.pode colaborar de maneira substancial para tornar a empresa mais competitiva e com mais sucesso no mercado, desde que interligada com toda a estrutura organizacional. O uso eficaz da TI e a integração entre sua estratégia e a estratégia do negócio vão além da idéia de ferramenta de produtividade, sendo muitas vezes fator crítico de sucesso. Hoje, o caminho para este sucesso não está mais relacionado somente com o hardware e o software utilizados, ou ainda com metodologias de desenvolvimento, mas com o alinhamento da TI com a estratégia e as características da empresa e de sua estrutura organizacional (LAURINDO, 2001, p.161). Como dito alhures, o presente estudo enfocará a integração da logística com a tecnologia da informação. Esta atividade visa analisar as aplicações da tecnologia da informação e suas influências no modelo de estratégia e organização, detectando ainda os objetivos destes principais modelos, e, por fim, expectativas que a governança de T.I. deve esclarecer. No cenário mercadológico contemporâneo, onde as disputas para lograr êxito são cada vez mais acirradas, torna-se imprescindível, encontrar um meio adequado para buscar oportunidades, driblar concorrentes, antever ameaças e estreitar o relacionamento com clientes, o que poderá ser feito por meio da integração da logística com a T.I.
Ferrovia Norte-Sul
O traçado inicial da Ferrovia Norte-Sul previa a construção de 1550 quilômetros de trilhos, cortando os estados do Maranhão, Tocantins e Goiás. Com Medida Provisória Nº , de 09 de maio de 2008, da Presidência da República, que incorporou o trecho Açailândia-Belém e Anápolis –Panorama ao traçado inicialmente projetado, a Ferrovia Norte-Sul terá, quando concluída, 3.100 quilômetros de extensão.
A Ferrovia Norte-Sul foi projetada para promover a integração nacional, minimizando custos de transporte de longa distância e interligando as regiões Norte e Nordeste às Sul e Sudeste, através das suas conexões com 5 mil quilômetros de ferrovias privadas.
| A integração ferroviária das regiões brasileiras será o grande agente uniformizador do crescimento auto-sustentável do país, na medida em que possibilitará a ocupação econômica e social do cerrado brasileiro - com uma área de aproximadamente 1,8 milhão de km 2 , correspondendo a 21,84% da área territorial do país, onde vivem 15,51% da população brasileira - ao oferecer uma logística adequada à concretização do potencial de desenvolvimento dessa região, fortalecendo a infra-estrutura de transporte necessária ao escoamento da sua produção agropecuária e agro-industrial. Inúmeros benefícios sociais estão surgindo com a Ferrovia Norte-Sul. A articulação de diferentes ramos de negócios proporcionada por sua implantação está contribuindo para o aumento da renda interna e para o aproveitamento e melhor distribuição da riqueza nacional, a geração de divisas e abertura de novas frentes de trabalho, permitindo a diminuição de desequilíbrios econômicos entre regiões e pessoas, resultando na melhoria significativa da qualidade de vida da população da região. Fonte: http://www.valec.gov.br/ferrovia.htm |
Ferrovia de Integração Oeste-Leste
A Ferrovia de Integração Oeste-Leste dinamizará o escoamento da produção do estado da Bahia e servirá de ligação dessa região com outros polos do país, por intermédio de conexão com a Ferrovia Norte-Sul. Incluída entre as prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Ferrovia de Integração Oeste-Leste terá 1.527 km de extensão e envolverá investimentos estimados em R$ 7,43 bilhões até 2014.
A ferrovia ligará as cidades de Ilhéus, Caetité e Barreiras – no estado da Bahia – a Figueirópolis, no estado do Tocantins, formando um corredor de transporte que otimizará a operação do Porto de Ponta da Tulha e ainda abrirá nova alternativa de logística para portos no norte do país atendidos pela Ferrovia Norte-Sul e Estrada de Ferro Carajás.
| Entre as vantagens previstas com a construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste para o estado da Bahia estão a redução de custos do transporte de insumos e produtos diversos, o aumento da competitividade dos produtos do agronegócio e a possibilidade de implantação de novos polos agroindustriais e de exploração de minérios, aproveitando sua conexão com a malha ferroviária nacional. Por outro lado, a ferrovia promoverá a dinamização das economias locais, alavancando novos empreendimentos na região, com aumento da arrecadação de impostos, além de geração de cerca de 30 mil empregos diretos. A ferrovia deve fomentar ainda mais o desenvolvimento agrícola da região oeste do estado, cuja previsão é de uma produção de 6,7 milhões de toneladas em 2015. Os principais produtos a ser transportados são soja, farelo de soja e milho, além de fertilizantes, combustíveis e minério de ferro. A Ferrovia de Integração Oeste-Leste terá sua implantação dividida em três trechos:
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Estaleiro em Maragogipe, na Bahia, ocupará 1,6 milhão de m²
Foi lançada nesta sexta-feira (13) a pedra fundamental do Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP), na Bahia. A estrutura está sendo construída pelas empresas Odebrecht, OAS, UTC e Kawasaki e deve iniciar suas operações em 2013.
O EEP tem investimento de R$ 2 bilhões e ficará na cidade de Maragogipe, a cerca de 42 km de Salvador, ocupando um total de 1,6 milhão de m². Desse espaço, 400 mil m² serão reservados para a preservação ambiental.
O consórcio responsável pela construção fez um mapeamento das espécies do local e criou um viveiro com 40 mil mudas de árvores nativas, além de ações de educação ambiental para as comunidades da região.
A expectativa é que o EEP tenha capacidade de processar 36 mil toneladas de aço por ano, para a fabricação de plataformas, navios especializados, sondas de perfuração e FPSOs, unidades flutuantes de armazenamento e transferência.
Em abril deste ano, o Estaleiro assinou uma Carta de Intenção com a companhia Sete Brasil, especializada em gestão de portfólio de ativos voltados para o setor de petróleo e gás. O acordo prevê a construção de seis sondas de perfuração da camada pré-sal para a Petrobrás.
Apesar de já iniciar algumas operações em 2013, a previsão é que o Estaleiro Enseada do Paraguaçu esteja completo somente em 2014.
Fonte: Piniweb
CDFMM aprova R$ 1,022 bilhão em projetos
O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante aprovou prioridades de financiamento a 22 projetos de embarcações e estaleiros em reunião realizada no último dia 6 de julho. No total, os empreendimentos de 14 empresas totalizam R$ 1,022 bilhão. No encontro também foram alterados projetos que haviam sido aprovados na reunião de novembro do ano passado. Estaleiros, cabotagem, embarcações de apoio marítimo e portuário, além de navegação interior foram contemplados com a prioridade de apoio financeiro.
Os maiores recursos serão aplicados nos segmentos de apoio marítimo e cabotagem, respectivamente R$ 716,462 milhões e R$ 161,099 milhões. Para estaleiros, o montante chega a R$ 93,565 milhões. Projetos de apoio portuário e navegação interior totalizam investimentos de R$ 46,911 milhões e R$ 4,700 milhões.
Entre os destaques está a prioridade aprovada a Pancoast para a suplementação para quatro navios tanques de 30.000 TPB, que integram o programa EBN, da Petrobras. Dois deles serão utilizados para transporte de produtos claros e contarão com adicional de R$ 80,335 milhões. Os outros dois, destinados aos produtos escuros, terão suplementação de R$ 80,764 milhões. Outra empresa que recebeu prioridade foi o Estaleiro Rio Tietê Ltda. Com o financiamento de R$ 27,595 milhões, a companhia financiará a construção do empreendimento, instalado no município de Araçatuba, em São Paulo.
Alterações - O CDFMM também alterou as prioridades de apoio financeiro do Fundo da Marinha Mercante concedidas na 18ª reunião realizada no dia 30 de novembro do ano passado para três empresas. As principais alterações envolvem os projetos da Hidrovias do Brasil de balsas graneleiras e empurradores fluviais. O CDFMM também alterou o beneficiário e o valor de construção do estaleiro Quissamã, que será instalado no município de mesmo nome, no Rio de Janeiro. Na 18ª reunião do CDFMM, a unidade tinha como responsável a STX OSV Niterói e havia sido aprovada prioridade de apoio financeiro no valor de R$ 76,449 milhões. Agora o projeto é de responsabilidade da empresa Estaleiro Quissamã Ltda e o projeto contabiliza investimentos de R$ 127,822 milhões.
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